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Strategies & Market Trends : Telebras (TBH) & Brazil
TBH 0.429-4.6%Jan 26 3:59 PM EST

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To: Steve Fancy who wrote (1453)4/4/1998 3:47:00 PM
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Steve,

The main Brazilian journal I believe is Folha de Sao Paulo
which is located

uol.com.br

a link to other journals:

uol.com.br

Today's news comment that the Japanese crisis was one of the main factors of the decline. They seem to be worried of the increase in the spread for their loans (what did they expect when they lowered their interest rates?). On top of that my good friend Krugman was reinterpreted saying something about a possible crash here...
Hope sentiment changes next week...
I pasted the articles.

Regards

Victor

MERCADO FINANCEIRO
Crise japonesa deixa investidores tensos

da Reportagem Local

O agravamento do quadro econ“mico no Japao espalhou
preocupa‡ao pelos mercados financeiros do pa¡s.
A Bolsa de T¢quio fechou com baixa de 1,18%, no terceiro pregao
consecutivo de queda.
Os t¡tulos da d¡vida externa brasileira abriram em forte queda e
assim ficaram durante todo o dia. O d¢lar foi pressionado para cima,
os juros tamb‚m subiram e a Bolsa de Valores de Sao Paulo fechou
com queda expressiva.
O C-bond, principal t¡tulo da d¡vida externa renegociada do pa¡s,
fechou a US$ 82,94, bem abaixo dos US$ 84,00 registrados na
quinta-feira. Pior do que isso, como as taxas dos t¡tulos federais
norte-americanos ca¡ram, ontem, aumentou o "spread" (prˆmio)
pago pelos t¡tulos brasileiros no exterior.
O prˆmio do C-bond em rela‡ao … taxa do t¡tulo norte-americano
subiu de 470 pontos-base para cerca de 510 pontos.
Grosso modo, o aumento desse "spread" representa uma percep‡ao
de risco maior em rela‡ao ao Brasil. Afinal, lembraram analistas,
quando a crise atingiu os pa¡ses do Sudeste Asi tico no ano
passado, causando turbulˆncias tamb‚m no Brasil, o maior temor
era que ela se alastrasse para o Japao.
O receio de um aprofundamento da crise japonesa levou os
investidores a rever suas proje‡oes de corte dos juros brasileiros na
pr¢xima reuniao do Copom, em 15 de abril.
O mercado vinha em um otimismo crescente, mas, ontem, no
mercado futuro da BM&F, os contratos projetaram taxas de juro
maiores. Os contratos de DI com vencimento em maio projetaram
taxa de 1,75%, contra 1,73% na quinta. Os contratos de junho
tamb‚m fecharam a 1,75%, contra 1,72% no dia anterior.
Acompanhando a tendˆncia, o cƒmbio na BM&F apontou uma
desvaloriza‡ao maior do real. Os contratos de junho projetaram
0,87% de desvaloriza‡ao para o mˆs de maio, contra 0,86% na
quinta.
A Bovespa fechou em baixa de 1,88%.
Estrangeiros
Em mar‡o, o ingresso l¡quido de investidores estrangeiros na
Bovespa foi de R$ 1,01 bilhao. Com isso, o acumulado no ano
chegou a R$ 1,84 bilhao. (VANESSA ADACHI)

CONJUNTURA
Economista diz que crise ‚ uma hip¢tese, mas acha dif¡cil que
o pa¡s mantenha crescimento de 4% ao ano
Krugman teme "crash" nos Estados
Unidos

CELSO PINTO
do Conselho Editorial

O Japao est  estagnado e sua Bolsa est  despencando, enquanto os
Estados Unidos continuam crescendo e com a Bolsa batendo
sucessivos recordes. O economista Paul Krugman, contudo, est 
mais preocupado com a dimensao de uma crise potencial nos
Estados Unidos do que com a crise real japonesa, comentou num
caf‚ da manha com alguns jornalistas, ontem, no Rio.
Krugman, um dos mais respeitados gurus do mercado internacional,
acha que o Japao pode at‚ sofrer uma recessao severa, como uma
queda de 3% do PIB, mas ‚ improv vel que chegue a um "crash"
com impacto mundial.
J  o "cen rio pesadelo" para os Estados Unidos poderia incluir uma
queda de 30% na Bolsa de Nova York e um salto do desemprego
para dois d¡gitos, antes que o banco central (o Fed) pudesse reverter
a situa‡ao. Ele nao diz que isso vai, necessariamente, acontecer,
mas nao afasta a hip¢tese.
O grande risco nos Estados Unidos ‚ que o que tem empurrado as
Bolsas ‚ a convic‡ao de que o pa¡s "pode crescer 4% ao ano para
sempre". Para Krugman, os EUA tiveram "dois anos excepcionais",
mas o potencial de crescimento da economia, a longo prazo,
continua entre 2% e 3% ao ano.
A economia americana tem crescido mais r pido do que isso nos
£ltimos anos, sem pressionar a infla‡ao e com desemprego muito
baixo, ajudada por fatores £nicos, segundo Krugman. Por exemplo,
a redu‡ao no custo dos benef¡cios da sa£de e dos pre‡os de
importa‡ao, em fun‡ao da valoriza‡ao do d¢lar.
Nos dois £ltimos meses, os ganhos salariais tˆm crescido a 5% ao
ano, comparado a menos de 3% h  dois anos. A produtividade da
economia melhorou, mas nada espetacular: de 1,3% ao ano para
1,5%. O n¡vel m¡nimo de desemprego aceit vel sem que haja
pressao inflacion ria, que se supunha ser 6% h  alguns anos, deve
ser hoje de 5% a 5,5%, acima dos 4,6% atuais.
Em suma, Krugman discorda que a economia americana tenha
passado por uma revolu‡ao que mudou seus parƒmetros, como
argumentam alguns economistas. Ao contr rio, estaria dando sinais
preocupantes de que pode voltar a acelerar a infla‡ao.
O Fed sabe disso, diz ele, mas nao eleva os juros por razoes
pol¡ticas, para nao ser acusado de ter provocado uma recessao.
Pode ser, contudo, que seja obrigado a elev -los nos pr¢ximos
meses.
Se esta subida coincidir com uma s£bita percep‡ao geral de que
havia excesso de otimismo e que o crescimento nao poder 
continuar tao r pido, isso poderia provocar uma forte queda (talvez
de 30%) na Bolsa. O Fed pode reagir devagar e cortar os juros s¢
depois de a economia americana entrar num ciclo "japonˆs", de
baixo crescimento.

Dilema japonˆs
O Japao, na visao de Krugman, est  preso num c¡rculo vicioso:
cresce pouco porque h  pouca demanda e a demanda ‚ pequena
porque a economia est  crescendo pouco. Algo compar vel ao que
aconteceu nos anos 30 com a economia americana.
Qual a sa¡da? Krugman recomenda uma gigantesca emissao
monet ria pelo governo, algo como US$ 1 trilhao, usado para
recomprar d¡vida p£blica em maos do setor privado. Reformas
estruturais ajudam, mas ‚ preciso mais do que isso.
Alguns dizem que uma emissao deste tamanho provocaria infla‡ao;
outros sustentam que seria in£til, pela tendˆncia dos japoneses a
poupar e nao a consumir. Krugman diz que ‚ imposs¡vel,
logicamente, os dois argumentos estarem corretos.
Se nada for feito, a recessao pode se aprofundar. Nao vai virar,
contudo, um "crash". Para chegar a um crash, o governo japonˆs
teria que reagir … piora do cen rio de forma inteiramente passiva
todo o tempo, o que ele acha improv vel. Ao contr rio de outros
pa¡ses asi ticos, onde existe uma fuga da moeda local em favor do
d¢lar, no Japao isso nao vai acontecer, o que abre sempre a
possibilidade de o governo emitir para evitar o pior.
Os pre‡os dos ativos japoneses podem cair ainda mais (inclusive o
das a‡oes). O risco de um cont gio mundial muito forte, contudo, ‚
pequeno. A Bolsa de T¢quio j  perdeu 90% do seu valor em rela‡ao
ao comportamento da Bolsa de Nova York, medido em d¢lares. Se
isso nao levou a nada dram tico na economia internacional, por que
uma queda adicional levaria?
Em rela‡ao … Asia, Krugman est  otimista com a Cor‚ia e a
Tailƒndia. Acha que ambos podem recuperar o vigor das
exporta‡oes em um ano e voltar a crescer de forma significativa.
Em outros pa¡ses, a crise pode ainda piorar.

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